quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A compreensão do ser humano no Empirismo

O Empirismo é uma corrente filosófica que atingiu o auge na Idade Moderna, sobretudo na Inglaterra. Contrapondo-se aos racionalistas, os empiristas defendem que todo conhecimento provém da observação e da experiência.
Nessa visão, o ser humano estaria a todo o momento fazendo uma experiência, ao interagir ou observar o mundo. Da queda das maças das árvores, da água sendo evaporada por causa do calor, tirar-se-ia o conhecimento, respaldado nos sentidos humanos – como diz o lema empirista: “nada está no intelecto que não tenha estado antes no sentido”. Assim, o conhecimento humano é construído por essa percepção diária do mundo.
O empirismo se baseia exclusivamente pela experiência, baseada não na teoria, mas sim, em fatos ocorridos. Não se deve confundir, porém, o empirismo com o senso comum, pois esse segue o método experimental, que defende as teorias devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou fé.
O ser humano é entendido, no Empirismo, como uma Tábula Rasa. Todas as pessoas ao nascer o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressões nenhumas, sem conhecimento algum. Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.
Essa visão traz conseqüencias para o campo politico.Afinal , todos nascem sem saber nada, ou seja iguais.O Empirismo também tem outra conseqüência política ,por estar fortemente ligado com o Liberalismo e o Individualismo.Assim ,os empiristas defenderam um Estado que pudesse proteger os cidadãos e lhes garantir a sobrevivência e a propriedade privada.
Ainda sobre a compreensão do homem , o filósofo inglês David Hume, um dos grandes nomes do Empirismo Inglês, dizia que a consciência humana era um feixe de representações formado pelas idéias orginárias da experiência sensível.Ao longo do tempo , esse conteúdo varia , mudando também nossas consciências .No trecho do seu livro Tratado da Natureza Humana , ele expressa bem isso: “[...]Mas não há nenhuma impressão constante e invariavel.Dor e prazer , tristeza e alegria , paixões e sensações uma a às outras , e nunca existem todas ao mesmo tempo. Não pode ser , portanto, de nenhuma dessas impressões nem de nenhuma outra , que a idéia de eu é derivada , e consequëntemente essa idéia não existe[...]”Nota-se que Hume não acreditava numa identidade permanente da consciência individual , rejeitando a idéia de “eu”.
Imaginemos como seria um juiz seguisse a filosofia empirista:Atento aos fatos , o juiz lia detalhadamente os resultados da perícia.Se pudesse , suspenderia a secessão e repetiria cada experiência feita pelos peritos , para ver se chegava aos mesmos resultados e as mesmas conclusões.
Gostava quando se fazia muitas perguntas ao réu, presentando atenção a cada detalhe.”Quanto mais dados , melhor!” pensava o ilustre meritíssimo.
Achava que o indivíduo era mais importante que a sociedade, o que fazia sempre ele condenar o Estado a pagar certas indenizações para pessoa que não tiveram seus interesses garantido , e principalmente se esse interesse era a propriedade privada.


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Disciplina:Filosofia
Feito no 1º Período
Nota: 9/10
Relevância: média
Objetivo

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